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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dos 2 primeiros dias de creche na Noruega

Ora bem, ontem estávamos uma pilha de nervos... eu pelo menos estava.

O Miguel estava meio excitado, meio nervoso. Lá queria ir, mas de repente já não queria, depois queria...

Às 7h30, já estavamos à porta da creche. O espaço é todo aberto, as crianças podem circular por toda a creche, em todas as salas, desde as dos mais pequenitos até à sala dos maiores. 

Fomos cumprimentados por uma senhora "grande" e coradinha de seu nome May-Britt e ele mostrou-lhe o puzzle da quinta e ficaram a brincar. Lá fomos embora, ele deu-nos uns beijinhos e saímos.

Por volta das 14h, fomos buscá-lo, completamente aflitos, eu estava agoniada  de ansiedade, que ele estivesse a chorar, cheio de birra, mas não... estavam com o fato de chuva na rua (esteve um temporal horrível ontem) a comer umas tostas e todos satisfeitos.

Viemos para casa e eu reparei que ele estava rezingão, não queria comer,não queria tomar banho, não queria nada, só me queria dar beliscões, puxar as bochechas... perguntei-lhe o que se passava e ele disse-me "tou zangado contigo" e eu perguntei porquê ao que ele me respondeu "não gôto de ti". Caiu-me tudo!!! 

Fiquei tão triste ao ouvir aquilo e associei ao facto dele ter ficado na creche, onde não percebe ninguém, onde ninguém o percebe e é difícil a comunicação até mais básica.

Hoje não queria ir, mas depois de lhe termos dito que ia levar a mochila porque era dia de irem passear ao bosque, lá ele ficou mais animado.

Hoje de manhã, conheceu a Mirjam (Miriam) que esteve com ele a fazer legos e uns enfiamentos e ficou lindamente. 

Fomos buscá-lo às 13h e estavam no recreio - e sim, aqui com mau tempo eles continuam a ir ao recreio, chuva, sol, neve... nada é motivo para não irem brincar. Estava todo satisfeito porque tinham ido ao bosque, tinha comido as 2 sandes, água bolachas e maçã e tinha ido para as ervas e tocado nos pinheiros. Foi pedir água à cozinha da creche e veio todo satisfeito com uma tosta que lhe deram 

E agora tenho de ir limpar o fato da chuva dele, porque está cheio de lama, bem como as galochas.

Em baixo deixo-vos 3 imagens de mais ou menos aquilo que eles usam aqui nas creches - roupa super-prática que se veste em 3 tempos e os deixa à vontade, mas que é cara "pra caneco". Nenhuma fica em menos de 250nok, cerca de 30€. Sendo que eles precisam de deixar roupa na creche e ainda ter o mesmo tipo de roupa em casa :(

P.S. - o 3º fato, macacão, é espectacular para usar em casa - é dar banho, vestir umas cuecas ao rapaz e vestir o macacão e se ele adormecer, não faz mal nenhum. Super-prático.


sábado, 9 de novembro de 2013

11 meses depois...

Olá a todas,
espero que esteja tudo bem convosco. Nao tenho tido qualquer tempo para escrever seja o que for nem de visitar os vossos cantinhos. Não é por mal, mas é porque há tanta coisa para tratar e para fazer e trabalho muitas horas. Muitas das vezes passo pelo FB e faço scroll down e é tudo.

Bem, mas agora que estou sentada no sofá a usufruir de um sábado em família, lembrei-me de aqui vir e contar-vos as novidades.

11 meses depois, estou com o meu marido e o meu filho na Noruega. A semana passada fomos a Portugal buscar o nosso menino e agora estamos os 3 na nossa casinha.

Pois é, neste tempo, conseguimos comprar um carrito (um VW Polo de 1995) e conseguimos alugar uma casinha só nossa que fica a cerca de 6 km do nosso local de trabalho. Deixamos a casa do staff e viemos para um sítio só nosso. Uma casinha que fica numa urbanização toda nova, que ainda tem montes de casas por construir. Temos um pequeno terraço com sofás para descansar e uma pequena casinha para pôr as bicicletas e o set de pneus de inverno.

Assim que conseguimos a casa (foi mais fácil do que estava à espera), fizemos a inscrição do nosso filho na kommune para um lugar na creche. Estávamos com receio que não fosse possível, mas ao fim de 1 semana conseguimos uma resposta positiva. Uma creche a cerca de 4 km da nossa casa. 

A vida aqui não é fácil, o trabalho é stressante, o facto de não dominarmos a língua é um entrave a não conseguirmos outro tipo de trabalhos, sentimo-nos sós porque não temos amigos aqui. Faz-nos falta ter alguém com quem falar, uns amigos para descontrairmos. O pessoal do restaurante não tem filhos, pelo que os momentos de descontração deles passa por irem para as discotecas e beberem a valer. Isso não é mesmo a nossa cara.

O bom da situação é que continuo a pagar a minha casa em Portugal, pago a casa aqui e o resto das despesas e ainda ponho dinheiro na poupança.

Agora a nossa maior preocupação é saber como o pequenino vai reagir à creche, se vai conseguir dominar a língua e se vai conseguir fazer amigos.

Só o tempo o dirá.

Beijocas