Olá meninas,
sinto necessidade de fazer um balanço relativo à crise e em como ela me afecta (ou não).
Precisei de rever uma série de aspectos da minha vida e de os modificar ou mesmo eliminar.
Começo com os TRANSPORTES
Como já tinha escrito aqui no blog, comecei a deslocar-me de Fertagus e Carris para o trabalho. Contas feitas gastava imenso dinheiro na assinatura mensal. A Fertagus é caríssima e os aumentos são sempre na ordem dos 15%.
Assim, no ano passado, alterei o meu percurso e levava o carro para a estação da Transtejo Seixal e aliava o percurso com a Carris. O passe era mais barato.
Mas comecei a fazer as contas: o passe da Fertagus + Carris são 85€. E é este o único gasto que faço com transporte, porque vou a pé para a estação (cerca de 10 min de caminhada).
Se for na Transtejo+Carris são 49,50€. De facto é mais barato 35€. Mas acontece que tenho de levar o carro para a estação e gasto cerca de 10€ por semana em gasolina. No final do mês são +40€.
Aliado a isto, ainda tenho de arrumar o carro num descampado cheio de buracos e poças de água que provocam desgaste nos amortecedores da biatura que é quase considerada um clássico devido à idade.
Outro inconveniente é o facto de terem reduzido os horários de tal forma que ando sempre em stress, sobretudo na hora de regresso a casa. Se perco um barco, só tenho outro 20/25 min depois. Parece que vivemos numa aldeia :(
Com a Fertagus, sim o passe é mais caro, mas esse é o único gasto que tenho, e, até agora, nunca fui afectada pelas greves de transportes, pelos atrasos significativos e, em hora de ponta, a frequência é de 10 em 10min. Ando mais calma e sem tanta pressa de sair do trabalho.
Portanto, contas feitas, compensa-me mais dar logo os 85€ à cabeça, do que dar 49,50€ mensais e + 10€/semanais.
A solução CARRO é incomportável - desgaste, combustivel, portagens, pára-arranca... (e atenção que a empresa oferece parque de estacionamento).
E vocês, tiverem de repensar a vossa ida para o trabalho?













